CAMPOS DO JORDÃO - A Saga Solitária
Prá quem me conhece já sabe que não tenho medo da solidão, pelo contrário.
Claro que gosto das vezes que tenho alguém prá compartilhar minha vida, meus momentos e tals.
Mas na solidão sou eu quem decide tudo. Quando tenho tempo e vontade eu faço na hora.
E dessa vez foi assim.
Eu tive meu único sábado de férias do semestre. Acordei com vontade de viajar. Não havia ninguém para ir comigo, mas eu continuava com a vontade. Então quer saber... PÁÁÁÁ, fiz as malas rapidinho e fui.
Almocei ao meio dia e saí de casa meio dia e meia.
*Gostaria porém de deixar claro que o principal motivo desta postagem não é iniciar um blog com posts pessoais ou postagens sobre viagens.
É evidente que desde minha cirurgia em 2014 minha memória tem falhado e deixo de lembrar cada vez mais aquilo que para mim é relevante e emocionalmente importante.
A partir deste post eu busco deixar registrado o que eu passei durante estes dias para manter de alguma forma estas memórias.
22/jul/2017
Cheguei à Campos do Jordão lá prás 15h e pouco.
Estava MUITO trânsito no centro da cidade.
Fui informada pelos moradores de lá que em julho há o maior movimento de turistas no final de semana após o dia 15, ou seja, quando eu estava lá.
Sério, nesse sábado era BASTANTE trânsito mesmo.
Apesar disso, minha estadia foi excelente.
A pousada onde fiquei se chama Pousada das Hortênsias e é de excelente qualidade, além de ficar a menos de 10 minutos à pé do centro. (No primeiro vídeo eu digo pousada das orquídeas por engano - o correto é HORTÊNSIAS.)
http://www.dashortensias.com.br/
Em uma parte do vídeo que fiz, eu digo que fiquei na pousada das orquídeas. Hahaha
Erro meu. O correto é o que já escrevi acima. HORTÊNSIAS e não orquídeas.
Acabei não tirando foto da pousada nem de meu quarto.
Eu havia feito uma cotação antecipada pelo trivago mas na pressa não bookei o pacote prá ir mais rápido.
Ao chegar lá o preço estava 350 reais mais caro provavelmente pq já haviam bookado o quarto que eu havia me interessado.
Me ofereceram esse outro quarto mais caro e eu até ia aceitar. O quarto era lindo. Banheiro ótimo. Organização e visual excelentes. Mas haviam duas camas - uma de solteiro e uma de casal. Eu não faria uso de tudo isso.
Preferi insistir por desconto. Aí sugeriram um outro quarto com conforto bem abaixo dos níveis da pousada.
Quando vi este outro quarto eu aceitei, pq saiu 450 reais mais barato do que o quarto anterior. Era um quarto minúsculo sim, mas era limpo, cama de casal, havia TV, banheiro adequado, havia toalhas e todo conforto dos outros quartos. Só não era grande e tão bem decorado.
Já fiquei outrora em lugares BEM ruins, oras! hahaha, estava excelente ali!!!
Os funcionários todos eram muito atenciosos e ainda havia café da manhã (que sequer utilizei) e vaga na garagem. Há uma outra série variada de serviços que eles oferecem.
RECOMENDO a Pousada das Hortênsias - Excelente estadia ali.
Vamos prá Campos do Jordão em si agora.
Durante o dia é calor (é... uns 17º à 22º) e à noite... À NOITE... é a morte.
***ATENÇÃO - gostaria de deixar bem claro que meu sofrimento pela temperatura fria é ainda por cima intensificado por conta de um medicamento que tomo várias vezes por ano - cabergolina. Descobri neste ano que a cabergolina é a culpada pelo frio enorme que sinto aqui em SP e em qualquer lugar.
Aí, em Campos do Jordão foi de doer.
Podem até perguntar: Ahhhh, sua fresca, é pq vc nunca foi prá Nova Iorque!
Tsc... olha, meu anjo. Não mesmo. Mas já fui prá lugares BEM FRIOS - só que no verão.
Realmente não sei como eu me portaria no inverno nova-iorquino, londrino ou norueguês, principalmente debaixo do julgo da cabergolina. Sei que seria difícil, mas sofrer de gosto é regalo da vida. ;-) rsss
ABREVIAÇÕES - Ao invés de descrever Campos do Jordão, escreverei CDJ, ok?
Não há UBER em CDJ. Isso mesmo.
Cheguei na pousada à tarde, fui pro quarto arrumar minhas coisas e me arrumar prá ir prá cidade. Nisso já era entardecer. E MUITO FRIO. Eu ainda não sabia como ir sozinha da pousada até o centro à pé, e teria que chamar um taxi, mas chamei o transfer da pousada. O serviço custa 15 reais, me deixou bem no centro mesmo após toda a demora daquele trânsito infernal.
Para voltar (já era bem mais de meia noite) eu parei um taxi e aí como não havia trânsito ele chegou rapidinho à pousada, e custou 13 reais. Ou seja, o transfer da pousada (que é somente atè 22h /22h30) vale muito a pena.
Mas, mesmo assim, que falta faz um UBER. rs
Minha primeira noite foi caótica. Tudo estava lotado.
Num final de semana antes eu resolvi ir à uma tartuferia na Alameda Lorena -1906, Tartufería San Paolo – RECOMENDO - (http://www.tartuferiasanpaolo.com.br/) e depois (voltei de UBER, claro) fui prá Paulista andar na muvuca do sábado à noite que é diferente da muvuca da semana, e desci a baixa Augusta. Vi muita coisa bacana. Depois falo da Augusta. Mas resumindo - ERA MUITA GENTE ali, andando, olhando, comendo, conversando, fumando, bebendo, sem fazer nada, trabalhando e trabalhando e trabalhando. Tudo rápido, tudo acontecendo rápido mas, tudo estava se mexendo.
Mas tudo estava em movimento - tudo! Era um ciclo, gente sai daqui e outro entra no lugar. Sampa é assim - um caos organizado.
CDJ não, poxa! Estava confuso, gente parada, fazendo selfie no meio de onde MUITAS outras passam, famílias inteiras lentamente andando sei lá prá onde procurando sei lá o que!
Não vi bêbado (só um, depois eu conto. hahahaha) ou drogados, mas CDJ qdo enche de turistas fica parada. Com certeza é lucro financeiro para eles, mas prá mim foi cruel demais.
PAUSA – quando viajo, procuro interagir com nativos e moradores da região, procuro tentar absorver o que conseguir sobre a realidade do ambiente onde estou.
Nisso, perguntei para alguns moradores com os quais consegui maior intimidade sobre qual a diferença na vida deles entre viver alta e baixa temporada. Então eles disseram algo interessante. CDJ tem sim altíssima temporada em julho, após o dia 15. Depois disso vem corpus christi como 2º maior momento de fluxo de turistas na região. Depois disso, praticamente não há baixa temporada pois a cidade vive na verdade do turismo religioso. Sim, turismo religioso pelo fato de CDJ estar próxima do percurso de quem vai à Aparecida. Uma quantidade enorme dessas pessoas que vão à Aparecida param em CDJ no caminho para fazer turismo no resto do ano. Essas pessoas não são visitantes de altíssimo teor aquisitivo, o que não caracteriza CDJ como tendo principal fonte de ganho vindo do turismo de pessoas riquíssimas. Muito pelo contrário.
Aqueles que moram em SP e possuem casa em CDJ nem são considerados turistas. Eles pagam IPTU, por isso são igualmente considerados moradores. Possuem alta renda, consomem razoavelmente, mas não são turistas.
Voltando
De qq jeito - eu não teria outro sábado prá emendar com a segunda de férias - eu estava lá esse dia pq foi quando deu.
A foto abaixo mostra a quantidade de pessoas no momento que cheguei ao centro - umas 18h30 - conforme foi ficando mais tarde, mais gente chegava, mais lotado ficava e mais lentas as coisas caminhavam.
Outra desvantagem em alta temporada PARA MIM - encontrar um restaurante que consiga um lugar - UM ÚNICO LUGAR - para eu sentar e comer e pagar.
Houve um restaurante onde esperei em pé 30 minutos por uma mesa, mas não conseguiram nada para eu me sentar. Quando eu disse que iria procurar o restaurante da frente, eles insistiram muito fracamente, como se fosse "estou insistindo, mas leia meus pensamentos - pode ir pq não teremos lugar para uma pessoa só comer aqui" - e fui ao restaurante da frente mesmo. Em menos de 5 minutos eu já tinha um mesa só para mim e a minha coca zero servida no copo. A macarronada foi excelente.
Só não coloco o link do restaurante que me atendeu prontamente aqui pq realmente esqueci o nome deles. (minha memória é péssima). De qq maneira, vale uma picture. Comi um pouco mais da metade - era muito macarrão, minha gente. Hahaha
Spaghetti 4 queijos – delícia demais.

Na próxima viagem terei que fazer diário de viagem em caderninho de papel e anotar tudo na hora, senão já era.
Ao sair de lá já era hora de UFC - procurei um lugar com música ao vivo bacana prá ver o lutador brasileiro (puts, acho que é Thiago...) e o americano.
Também não me lembro do nome do restaurante, mas pedi um petit gateau e curti boa parte do UFC (luta longa demais!).
De repente o estilo de música mudou! Virou forró! FORRÓ! Pedi gentilmente para fechar minha conta e saí, já que o petit gateau já havia acabado.
Ao lado havia um lugar top passando UFC também, e lá rolava música eletrônica! SHOOWWW!
Perguntei se havia lugar prá uma pessoa e ela disse que somente em pé.
Como eu só queria assistir UFC, eu já ia entrar. Mas perguntei: o estilo de vcs é eletrônica a noite toda? E ela disse: não, daqui 15 minutos começa forró!
hahaha
Agradeci e saí! Hahahaha
Não achei mais ninguém com UFC então procurei comprar chocolates prá família e voltar à pousada.
Detalhe importantíssimo - O FRIO.
Ao voltar à pousada o termômetro marcava 5ºC. Eu estava com 5 blusas, um blusão de moletom forrado de pelinhos e uma jaqueta de couro, cachecol, meia de lá até o meio da perna, calça jeans, bota de couro até o joelho, luvas (que comprei em CDJ), touca da blusa e tapa orelha. Mesmo assim eu estava com o corpo gelado.
Sério - prá mim foi sofrido.
Vantagem enorme de CDJ - segurança.
Bem após a meia noite, eu chamei o táxi, morrendo de suspeitas por estar numa cidade estranha e tals. Eu não subiria à noite à pé até minha pousada.
Mas o taxista mesmo disse que era super seguro e no caminho vimos uma série de famílias e casais tb subindo as ruas indo às suas pousada tarde da noite sem receio e totalmente sossegados.
No domingo eu voltei sozinha sim. Mas confesso, com o coração na mão. Sou paulista, pow!
Cheguei na pousada de táxi e fui correndo ligar o aquecedor. Sentei na frente dele e não saí até esquentar. Mas dormi super quentinha. rs
23/jul/2017
Amanheceu bem frio - pelo accuweather do celular a marcação era de 5º ainda às 9h e pouco da manhã, mas com previsão de máxima de 17ºC no decorrer do dia.
Não tomei café.
Saí à pé.
Logo em frente a pousada já se tem bem idéia do pq dizem que CDJ parece cidade européia - há uma pousada com estilo castelinho.
Acima deixo também uma foto da ruazinha abaixo da rua da pousada onde fiquei. Araucárias existem aos montes nessa região. Linda vista.
Meu objetivo neste dia era fazer um passeio pela natureza, eu só não sabia qual.
Fui andando até o centro procurando uma agência de turismo que trouxesse informações a respeito.
Encontrei um lugar onde fazem passeio de quadriciclo (depois conto mais do quadriciclistas, kkk) e pedi indicações.
Eles me indicaram a agência Altus que faz passeios à Pedra do Baú, do Bauzinho, arborismo etc.
O problema foi chegar lá à pé.
Como meu celular descarrega a bateria rapidamente, tento evitar usar dados durante o dia para economizar. Mas após andar quase uma hora procurando a Altus de acordo com uma série de indicações de pessoas diferentes moradoras de CDJ, entrei no google, peguei o endereço e segui o GSP, à pé mesmo. Cheguei razoavelmente rápido.
Como eu estava sem café da manhã, comprei no caminho um lanche natural e um toddynho e fui comendo e andando. Este foi meu café da manhã e meu almoço ao mesmo tempo neste domingo.
O problema é que o passeio mais bacana saía no máximo às 9h30 da manhã e já eram 10h30.
Esse é o passeio de escalada à Pedra do Baú.
Olha a brecha – o passeio é guiado e cada guia leva um grupo de no mínimo 2 pessoas e cada pessoa paga 110 reais.
Caso uma pessoa queira ir sozinha, ela paga o valor de duas pessoas.
MEO!!!! Eu não está disposta a pagar 220 reais para fazer esse passeio. Pagaria bem mais caro para pular de asa delta. hahahah
Um dia quem sabe irei.
De qualquer maneira fui por conta e risco até a Pedra do Bauzinho, ao lado da anterior.
Voltei à pousada de táxi, peguei o carro, rodei uns 40 minutos, paguei 10 reais até o estacionamento da reserva e o resto foi suor e aventura.
É o seguinte.
Eu vi a Pedra do Baú pq ela é ao lado do Bauzinho, mas para chegar ao topo é necessário uma escalada de uma enorme quantidade de degraus com equipamento adequado e capacete e cordas e tals.
Já pro Bauzinho é só ir, e ir e ir e ir e ir indo. ahahaha
Mas é tenso, viu? HAhahah, tinha gente lá que chegou não sei como. Estava sentada olhando as alturas dizendo: tô com o coração na mão aqui! cuidado, moça! Aqui é muito perigoso!
Hahahah
Realmente - o que fiz é bem perigoso. BEM perigoso - mas prá quem já foi ao topo do Vesúvio à 40ºC, entre tantas outras maluquices, tudo certo. Tinha gente fazendo o mesmo que eu, tinha gente ainda que ia mais adiante. Eu não era a estranha nessa aventura não.
Vamos às fotos:
Antes de chegar ao Bauzinho, essa é a primeira vista da Pedra do Baú. Daqui sim tem-se a imagem retangular da pedra. Nas próximas fotos essa impressão retangular vai se perder pois o referencial da vista pela qual as fotos foram tiradas é diferente.
A primeira imagem é da web: https://camposdojordao.com.br/lugares-imperdiveis/pedra-do-bau/
As outras duas imagens são minhas de outros ponto geográfico de referência.
Depois deste mirante, bóra andar mais um bom tanto para chegar à Pedra o Baúzinho.
Ao chegar nela, eu e todos que já estavam ali já chegamos morrendo de canseira, suados, escabelados, fedidos e sem moral alguma. O lugar poderia facilmente se chamar Pedra da Humildade. Hahahaa
Não foi fácil não, mas as imagens abaixo mostram bem de leve (pq só os olhos podem compreender a realidade do que existe ali) o quanto valeu a pena todo esforço.
Bom, eu havia voltado até a pousada para buscar meu carro e ir até a Pedra do Bauzinho.
E ali eu estava.
Cheguei!
Mas vejam bem, colegas!
Veja à frente nas duas últimas fotos!
HÁ PESSOAS CONTINUANDO O CAMINHO!
Ahhhh, eu não gosto de limites. Só aceito parar quando sinto que não tenho mais reais condições, e ali eu ainda tinha!
Então decidi continuar até onde fosse possível para mim.
Não seria fácil, daria medo (pq tenho medo de altura), mas... é aí que vem a graça da aventura!
Hhahahahah
Fui bem mais adiante!
Não subi à Pedra do Baú, nem cheguei tão perto, mas fui bem mais adiante. Pude ver o mundo numa perspectiva fantástica lá de cima. Todos (era pouquíssima gente) estavam temerosos, mas todos com sentimento se realização, sentimento de orgulho por chegar ali. Todos chegavam até onde sentiam que conseguiam, sentavam e paravam para admirar a visão.
Foi com certeza um dos momentos mais emocionantes dessa viagem. Eu não esperava tanto, confesso.
Fiz video de meu limite entre Pedra do Bauzinho e Pedra do Baú. Atualizarei aqui com o link assim que possível.
Mas deixo fotos para registrar este meu momento.
O que foi isso, meu Deus! Chegar aí foi bem complicado.
A trilha era tensa. Era necessário pendura-se nos galhos, pular entre uma pedra e outra, e sobre o penhasco, ter equilíbrio para não despencar lá prá baixo.
Sério, várias vezes pensei em como seria fácil alguém acabar com a própria vida estando ali em cima! Mas tudo é tão fantástico, que creio que isso dificulte tal decisão. Fora que para chegar alí é tão difícil que um vencedor não gostaria de se matar depois da vitória recém alcançada.
Sentei na encosta da montanha e refleti muito olhando o horizonte.
Pensei sobre minha história, conquistas, sobre pessoas, política, sobre responsabilidade familiar, sobre o amor, finanças, sobre respeito, sobre religião, sobre Deus (não considero sinônimos), erros, sobre futuro, sobre sonhos. Foi um momento que certamente ficará marcado em minha história.
E então decidi voltar pois eu não tinha mais condição de seguir adiante.
Sob o sol forte com vento bem gelado voltei até onde meu carro estava, satisfeita e certa de que minha aventura tinha chegado ao fim, certo?
ERRADO!!!!!
Hahahaha
É muito difícil me satisfazer. Muito!!!!
Eu luto comigo mesma pois meus gostos e desejos são fora dos padrões.
Por isso, entrei em meu carro em busca de um encerramento digno para um grande dia de aventuras: pôs do sol!
O problema era onde ver um pôr do sol bacana a ponto de me sentir satisfeita.
Pensei que seria necessário um lugar bem alto para ver um bom entardecer.
No Bauzinho seria sem chance pq não haveria como voltar na escuridão fazendo trilha ali.
No caminho de carro eu vi placas do Morro do Elefante, então peguei o carro e segui para lá.
Tive uma enorme decepção ao chegar ao Morro do Elefante por vários motivos.
O primeiro deles é que o lugar mais bacana de todos eu já tinha visto - que era a Pedra de Baú a partir do Bauzinho – já tinham sido explorados anteriormente. Dali em diante tudo teria menor impacto.
Depois pq o lugar é bem feio mesmo. Poxa, nem parece estar relacionado a CDJ. Arquitetura caindo mesmo, sem pintura, falta de conservação.
Há um enorme teleférico ali que desce a montanha e termina no centro de CDJ, mas é necessário comprar ticket lá no centro prá poder curtir o teleférico. De qq maneira não me chamou tanto a atenção.
CURIOSIDADE - o teleférico é bonito à noite ao ser visto no chão do centro da cidade pois ele é todo iluminado colorido neon.
Além de tudo o Morro do Elefante estava lotadíssimo.
Partí rapidamente.
ATENÇÃO – Isso aconteceu no domingo. Após eu já ter escrito isso em meu draft do blog, assisti um vídeo do canal Viajo Logo Existo – do casal Léo e Rachel, que eu sigo, curto e recomendo demais – e nesse vídeo eles mostram que no sábado eles estavam exatamente no Morro do Elefante.
Sério – após ver o vídeo deles, meu posicionamento acima cai por terra.
Sinceramente – eu não andei no Morro do Elefante. Subi até lá, parei o carro, olhei, odiei e voltei ao meu carro. O que eles mostram no video deve estar mais para frente e é bem bacana. Eu recomendo quem está em CDJ ou quem planeja ir prá lá em breve, que vá ao Morro do Elefante pq é bem bonito sim. Perdi essa oportunidade por falta de paciência mesmo. Ahhhh, o mal dos paulistas é ser impaciente, não é mesmo? Rs
Aqui está o link do vídeo deles, e recomendo que sigam o canal do Viajo Logo Existo também. Logo eles embarcarão à uma viagem para completar 100 países viajados.
https://www.youtube.com/watch?v=qZd3NHT4hVo&t=143s
Site do Viajo Logo Existo: http://www.viajologoexisto.com.br/
Segundo dicas, por alí existem dois picos famosos, o Pico do Itapeva e o Pico do Imbiri.
Fui primeiro ao Pico do Imbiri, correndo pq já estava próximo do pôr do sol.
O percurso é complicado. É recomendado um carro bacana para passar por ali, de preferência 4X4.
Fui passando pela pista de terra, então apareceram buracos que se tornavam piores. Diminuí a velocidade. Aí começaram as ladeiras.
Então surgiu uma boa rampa com enormes buracos e lama. Só havia meu carro ali, ninguém estava me vendo. Subi a ladeira engatada em segunda, o carro gritava de leve, patinou muito muito muito pouco e chegou ao topo. Yay!!!
Lá em cima dei de cara com 4 quadricilcistas conversando e trocando idéia. Um deles nem estava no quadriciclo, mas estava dando dicas aos colegas.
Eu estava preocupada com a trilha achando que meu carro não teria condição de chegar ao Pico do Imbiri pela estrada ser ruim.
Quando os quadriciclistas se aproximaram eu perguntei se eles achavam que era possível eu chegar até o pico com um carro como o meu ou era melhor eu voltar.
O cara riu prá mim e disse: Nossa, moça! A parte mais difícil de todas vc já fez!!! Nem sei como você conseguiu aqui em cima! Agora o resto é fichinha! Pode ir em frente sossegada!
Hhahahahah!!!! Ele se referia à ladeira de lama e buracos enormes que subi com a 2ª engatada e o carro gritando. Mas valeu a pena. hahahah
Cheguei lá!
Este pico é bacana e tals, só havia mais um casal de motoqueiros alí. Nada contra serem motoqueiros, mas achei pouco movimentado. Sou paulista e prefiro ir conhecer lugares quando são um pouco mais movimentados. Além de que quando houvesse o pôr do sol, anoiteceria e eu teria que descer a trilha à noite. Tenso.
Segue uma fotinho do sol e um banquinho. Achei essa combinação bacana, mas não parecia que seria um belo pôr do sol ali sozinha e depois descendo à noite aquela trilha complicada na escuridão.
Peguei o carro e fui sentido ao Pico do Itapeva.
Este pico é do lado oposto da cidade e pertence à Pindamonhangaba.
A pista é bem longa, mas super de boas. Até há um pedacinho de terra, mas bem sossegado.
Lá em cima a vista é... assim... bacana!
Ahhhh, depois da coisa louca da Pedra do Baú, nada se compara. Mas foi interessante.
Como já era entardecer, havia camadas coloridas no horizonte. Nas fotos isso não ficou tão visível, mas a olho nu era bem bonito. Apesar de que o sol se punha no lado oposto, atrás de umas árvores. Não era uma visão assim tão bela.
De qualquer maneira foi muito bom ter ido até ali.
Mas eu ainda estava com a sensação de insatisfação.
Convivo muito com isso - como eu disse, é bem complicado me satisfazer.
Peguei o carro, liguei o radio na playlist de Coldplay e deixei o Waze me guiar até a pousada.
Assim que passei pela placa de limite de municípios Pindamonhangaba X CDJ, coloquei Viva La Vida do Coldplay no repeat prá me encher dessa sensação do título de experienciar a vida enquanto se tem.
Nisso, de repente, como numa epifania fantástica e inesperada, diante de meus olhos ele aparece, laranja, iluminado, brilhante, reluzente, maravilhoso, da forma mais fantástica que eu poderia imaginar para encerrar meu dia com chave de ouro. Ele apareceu diante de mim no horizonte do outro lado de uma fazenda sobre o portão dela: o pôr do sol!
Parei o carro no acostamento pois esse momento era digno de registro.
Quem sabe o quanto amo pôr do sol também sabe o quanto isso significou para mim.
O dia encerrou-se aqui - pleno, completo e perfeito.
Inicia-se a noite.
Cheguei na pousada aos 8ºC - já era noite. Eu tremia de frio pq estava suada e com razoavelmente pouca roupa.
Tomei um banho quente e me vesti prá sair.
Estava entupida de muita, mas muita muita roupa mesmo.
Sabe, as noites não foram nada fáceis para mim. Meu remédio me dá um frio bem mais complexo do que você, colega, sente!
Fui andando ao centro com a esperança de me aquecer - em vão.
Cheguei congelando.
Procurava um lugar mais saudável para jantar, já que não era meu dia de junk food.
Rodei por tantos restaurantes e sempre havia um problema. (eu queria comer salmão) Ou era muito caro, ou não tinha lugar pra uma pessoa, ou era forró/sertanejo/pagode, ou tinha acabado o salmão daquele restaurante. Difícil.
Enfim, fui ao querido restaurante Safári. http://www.safaricamposdojordao.com.br/
Eu recomendo pelo seguinte.
Atendimento TOP, preço equilibrado, localização central, música rockzinho clichê (não é heavy metal - são aqueles rocks bacanas que todo mundo sabe a letra enrolando a língua, bem de boas) - eu nem curto rock em primeiro lugar, e curti demais o ao vivo deles. A comida... meu... olha só...
Pedi um salmão com batata soutê. Esse era o prato principal.
Mas prá entrada pedi um pão de alho. Estava frio e eu já queria ir comendo alguma coisa (lá tem vários aquecedorezinhos também, como a maioria dos lugares de CDJ).
Estava demorando um pouco pro pão de alho chegar e perguntei pro garçom a previsão prá chegada do pão de alho.
Ele disse que estava chegando, mas demorava um pouco mesmo pq precisava gratinar o pão.
Fiquei imaginando o pq de gratinar, mas ok. Vamos aguardar.
Gente... GENTE DO CÉU!!!!
Qdo chegou o pão de alho... ele era GI-GAN-TE!!!
hahahah Enorme mesmo, e intensamente recheado de... sei lá do que! Um creme maravilhoso!!!
Depois chegou o salmão com as batatas.
Sério - Comi o salmão e somente meio pão de alho! Nem mexi nas batatas e deixei a outra metade do pão de alho! Era muito enorme e delicioso! Era tudo ótimo!
Recomendo demais o Safári. É top!
Nem peguei sobremesa pq não era sábado.
Saí de lá e já comecei tremer de frio. Passei em frente ao termômetro e ele marcava 4ºC. Era difícil até para falar de tanto frio. Eu tremia demais!
Eu comecei a gravar em meu celular falando que era muito frio a temperatura de 4ºC quando aparece um jovem com um copo de uma bebida na mão, o rosto BEM vermelho, e me disse: ahhhh, moça, o termômetro marca 4ºC mas está errado, deve estar no mínimo 11ºC, eu mesmo estou sentindo uns 15ºC aqui.
Hahahaha - o malandro estava chapado e morrendo de calor! hahahaha
Sorte dele, pq que estava frio, isso era certeza. Eu não era a única tirando foto do termômetro.
Depois disso fui prá minha pousada andando, e continuei morrendo de frio.
Entrei no quarto, liguei o aquecedor nas mãos e elas começaram a enformigar super forte por estarem frias demais e reagirem com o calor do aquecedor.
Ahhhh, cada experiência nesse final de semana, viu?
Coloquei o pijama, e dormi com o aquecedor encostado nos pés. Delícia!
24/jul/2017
Amanheceu um dia lindo (apesar do frio - hahahah) com céu azul e sol maravilhoso.
Estava uma vista excelente da janela de meu quarto.
Dia de partir - mas não ainda!
Acordei, arrumei as malas rapidamente.
Fiz o check out.
Perguntei ao homem que me ajudou com a mala até o carro sobre sugestões de fábricas de chocolate em CDJ, e ele sugeriu duas melhores - Fábrica de Chocolates Araucárias e a fábrica da Cacau Show.
Segui a ordem dada por ele.
A Fábrica de Chocolates Araucárias é bem bacana. Achei que eu passaria mesmo pela fábrica, mas apenas se vê uma parte da fabricação de chocolate por um vidro.
Há uma série de explicações sobre a história do chocolate lá também.
Comprei chocolates para minha mãe, vô e pai.
Comprei também chocolate em pó para minha mãe fazer chocolate quente cremoso. É muito modinha em CDJ. O pessoal paga bem prá tomar isso.
Depois fui prá Cacau Show.
A fábrica realmente é lá, mas não se tem acesso à ela.
Algumas fotinhos de lá - a maquete da cidade feita de chocolate e o térreo, uma loja bem grande e bacana.
Comprei umas coisinhas. Uma caneca com esquilos de chocolates, folhas de plátano de chocolate, uma placa com Araucárias em relevo, escrito Campos do Jordão, mini trufas numa marmitinha lindinha.
Foi bacana.
No vídeo eu até prometo as fotos desses chocolates, mas eles já foram entregues (amolecidos pois no percurso o carro ficou BEM quente) e provavelmente até comidos. rsss
Ao partir, no caminho ainda em CDJ, comprei um pacote de pinhão por 5 reais.
Havia pacote de 5 e pacote de 10. Levei o menor de todos.
Vende-se muito pinhão em CDJ. Demais.
Espero que a mamãe faça - pq eu ADOROOOO!!! Faz muito tempo que não como, inclusive.
Chegou então a hora de partir.
Ao passar pelo portal, ele estava em reforma. Quando cheguei ele estava todo lindinho. Felizmente foto na ida. rs
Ao sair do portal, dirigi por uns 5 ou 10 minutos e passei por um local chamado Vista Chinesa (é comum as cidades terem isso, não é? Basta considerar o RJ.) onde decidi parar o carro, já que ali havia uma quantidade razoável de pessoas fazendo fotos.
Nada próximo ao que eu já havia visto um dia antes, mas é uma parada bem agradável.
Havia uma cerejeira com algumas flores, inclusive.
Em CDJ acontece atualmente uma festa chamada Festa da Cerejeira. Acabei não indo pois a propaganda de quem foi não era tão positiva. Mas em CDJ eu não vi qualquer cerejeira. Aquela era a primeira, e obviamente a última de minha viagem.
Aí sim - partí destino ao meu lar.
O caminho é cansativo.
Quando viajo dirigindo, costumo ir para o litoral (norte).
Não vou pela Tamoyos pois acho cansativo. Prefiro descer pela Anchieta e fazer o percurso beira mar. Há uma vista maravilhosa de tantas praias, e isso anima o caminho. (Lembro da frase "Não há caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho".)
Mas para CDJ fui pelo Rodoanel e depois peguei a Dutra e enfim - somente estrada e estrada e estrada. PRÁ MIM foi bem cansativo, ainda pelo fato de que eu estava sozinha. Tomei dois comprimidos de paracetamol cafeína para ir e mais dois para voltar, pq deu um sono razoável.
Forcei o Waze para pegar a Avenida dos Bandeirantes na volta e foi uma grande burrada. Não gosto mais dessa avenida como antigamente. Eu mudo de opinião na vida sim, e essa é a declaração de uma mudança. Peguei um trânsito péssimo.
Levei quase duas horas de CDJ até a Dutra urbana, e uma 1h40 dalí até os três tombos.
Mas ainda era dia ao chegar em casa! Ufaaaa!
Vi minha querida Lupita fofucha de 4 patas super feliz ao me ver qdo cheguei em casa. Entreguei os presentes de chocolate e parti para desarrumar a mala, tomar um delicioso banho, afinal, às 2h40 da manhã já é necessário estar de volta à vida normal novamente.
E assim foi meu final de semana!
Foi minha primeira vez em CDJ.
Não é minha cidade predileta, não tenho grandes intenções de
voltar, mas de qualquer maneira eu tive um excelente final de semana além de saber
exatamente o que quer quero fazer e prá onde quero ir caso eu retorne para lá.
Recomendo que se visite Campos do Jordão. Vale muito a pena –
cidadezinha top!
Paro por aqui.
Qualquer dúvida, estou à disposição – é só perguntar!




































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