CAMPOS DO JORDÃO - A Saga Solitária (23/jul/2017)
23/jul/2017
Campos do Jordão - 23/julho
Amanheceu bem frio - pelo accuweather do celular a marcação era de 5º ainda às 9h e pouco da manhã, mas com previsão de máxima de 17ºC no decorrer do dia.
Não tomei café.
Saí à pé.
Logo em frente a pousada já se tem bem idéia do pq dizem que CDJ parece cidade europeia - há uma pousada com estilo castelinho.
Acima deixo também uma foto da ruazinha abaixo da rua da pousada onde fiquei. Araucárias existem aos montes nessa região. Linda vista.
Meu objetivo neste dia era fazer um passeio pela natureza, eu só não sabia qual.
Fui andando até o centro procurando um agência de turismo que trouxesse informações a respeito.
Encontrei um lugar onde fazer passeio de quadriciclo (depois conto mais do quadriciclistas, kkk) e pedi indicações.
Eles me indicaram a agência Altus que faz passeios à Pedra do Baú, do Bauzinho, arborismo etc.
O problema foi chegar lá à pé.
Como meu celular descarrega a bateria rapidamente, tento evitar usar dados durante o dia para economizar. Mas após andar quase uma hora procurando a Altus de acordo com uma série de indicações de pessoas diferentes moradoras de CDJ, entrei no google, peguei o endereço e segui o GSP, à pé mesmo. Cheguei razoavelmente rápido.
O problema é que o passeio mais bacana saía no máximo às 9h30 da manhã e já eram 10h30.
Esse é o passeio de escalada à Pedra do Baú.
Um dia quem sabe irei.
De qq jeito fui por conta e risco até a Pedra do Bauzinho, ao lado da anterior.
Voltei à pousada, peguei o carro, rodei uns 40 minutos, paguei 10 reais até o estacionamento da reserva e o resto foi suor e aventura.
É o seguinte.
Eu vi a Pedra do Baú pq ela é ao lado do Bauzinho, mas para chegar ao topo é necessário uma escalada de uma enorme qtidade de degraus com equipamento adequado e capacete e cordas e tals.
Já pro Bauzinho é só ir, e ir e ir e ir e ir indo. ahahaha
Mas é tenso, viu? HAhahah, tinha gente lá que chegou não sei como. Estava sentada olhando as alturas dizendo: tô com o coração na mão aqui! cuidado, moça! Aqui é muito perigoso!
Hahahah
Realmente - o que fiz é bem perigoso. BEM perigoso - mas prá quem já foi ao topo do Vesúvio à 40ºC, entre tantas outras maluquices, tudo certo. Tinha gente fazendo o mesmo que eu, eu não era a estranha nessa aventura não.
Vamos às fotos:
Antes de chegar ao Bauzinho, essa é a primeira vista da Pedra do Baú. Daqui sim tem-se a imagem retangular da pedra. Nas próximas fotos essa impressão retangular vai se perder pois o referencial da vista pela qual as fotos foram tiradas é diferente.
A primeira imagem é da web: https://camposdojordao.com.br/lugares-imperdiveis/pedra-do-bau/
As outras duas imagens são minhas de outros ponto geográfico de referência.
Depois deste mirannte, bóra andar mais um bom tanto para chegar à Pedra o Baúzinho.
Ao chegar nela, eu e todos que já estavam ali já chegamos morrendo de canseira, suados, escabelados, fedidos e sem moral alguma. O lugar poderia facilmente se chamar Pedra da Humildade. Hahahaa
Não foi fácil não, mas as imagens abaixo mostram bem de leve (pq só os olhos podem compreender a realidade do que existe ali) o quanto valeu a pena todo esforço.
Bom, eu havia voltado até a pousada para buscar meu carro e ir até a Pedra do Bauzinho.
E ali eu estava.
Cheguei!
Mas vejam bem, colegas!
Veja à frente nas duas últimas fotos!
HÁ PESSOAS CONTINUANDO O CAMINHO!
Ahhhh, eu não gosto de limites. Só aceito para quando sinto que não tenho mais reais condições, e ali eu ainda tinha!
Então decidi continuar até onde fosse possível para mim.
Não seria fácil, daria medo (pq tenho medo de altura), mas... é aí que vem a graça da aventura!
Hhahahahah
Fui bem mais adiante!
Não subi à Pedra do Baú, nem cheguei tão perto, mas fui bem mais adiante. Pude vem o mundo numa perspectiva fantástica lá de cima. Todos (era pouquíssima gente) estavam temerosos, mas todos com sentimento se realização, sentimento de orgulho por chegar ali. Todos chegavam até onde sentiam que conseguiam, sentavam e paravam para admirar a visão.
Foi com certeza um dos momentos mais emocionantes dessa viagem. Eu não esperava tanto, confesso.
Fiz video de meu limite entre Pedra do Bauzinho e Pedra do Baú. Atualizarei aqui com o link assim que possível.
Mas deixo fotos para registrar este meu momento.
Aqui está o videozinho que fiz lá de cima:
Pedra do Bauzinho
O que foi isso, meu Deus! Chegar aí foi bem complicado.
A trilha era tensa. Era necessário pendura-se nos galhos, pular entre uma pedra e outra, e sobre o penhasco, ter equilíbrio para não despencar lá prá baixo.
Sério, várias vezes pensei em como seria fácil alguém acabar com a própria vida estando ali em cima! Mas tudo é tão fantástico, que creio que isso dificulte tal decisão. Fora que para chegar alí é tão difícil que um vencedor não gostaria de se matar depois da vitória recém alcançada.
Sentei na encosta da montanha e refleti muito olhando o horizonte.
Pensei sobre pessoas, política, sobre responsabilidade familiar, sobre o amor, finanças, sobre respeito, sobre religião, sobre Deus (não considero sinônimos), erros, sobre futuro, sobre sonhos. Foi um momento que certamente ficará marcado em minha história.
E então decidi voltar pois eu não tinha mais condição de seguir adiante.
Sob o sol forte com vento bem gelado voltei até onde meu carro estava, satisfeita e certa de que minha aventura tinha chegado ao fim, certo?
ERRADO!!!!!
Hahahaha
É muito difícil me satisfazer. Muito!!!!
Eu luto comigo mesma pois meus gostos e desejos são fora dos padrões.
Por isso, entrei em meu carro em busca de um encerramento digno para um grande dia de aventuras: pôs do sol!
O problema era onde ver um pôr do sol bacana a ponto de me sentir satisfeita.
Pensei que seria necessário um lugar bem alto para ver um bom entardecer.
No Bauzinho seria sem chance pq não haveria como voltar na escuridão fazendo trilha ali.
No caminho de carro eu vi placas do Morro do Elefante, então peguei o carro e segui para lá.
Tive uma enorme decepção por vários motivos.
O primeiro deles é que o lugar mais bacana de todos eu já tinha visto - que era a Pedra de Baú a partir do Bauzinho, tirava a graça de tudo que eu via pela frente desde então. Dali em diante tudo teria menor impacto.
Depois pq o lugar é bem feio mesmo. Poxa, nem parece estar relacionado a CDJ. Arquitetura caindo mesmo, sem pintura, falta de conservação.
Há um enorme teleférico ali que desce a montanha e termina no centro de CDJ, mas é necessário comprar ticket lá no centro prá poder curtir o teleférico. De qq maneira não me chamou tanto a atenção.
CURIOSIDADE - o teleférico é bonito à noite ao ser visto no chão do centro da cidade pois ele é todo iluminado colorido neon.
Além de tudo o Morro do Elefante estava lotadíssimo.
Partí rapidamente.
ATENÇÃO - Assim que me fiquei online ao voltar para SP, vi a notificação de um vídeo do canal que adoro, do Viajo Logo Existo, e caiu por terra toda minha opinião negativa sobre o Morro do Elefante.
Eles mostram uma parte na qual eu não entrei para explorar dali, um pedaço bastante bonito, com uma vista muito bela.
Assistam o vídeo do Leo e da Rachel e você perceberão que vale a pena sim visitar o Morro do Elefante, apesar dos poréns e dos pesares. rsss
https://www.youtube.com/watch?v=qZd3NHT4hVo&t=148s
(Aproveitem e sigam o canal Viajo Logo Existo - eles já passaram por mais de 70 países, e agora em agosto partirão do Brasil para o Canadá em busca de completar 100 países visitados. Vale a pena acompanhá-los.)
Segundo dicas, por alí existem dois picos famosos, o Pico do Itapeva e o Pico do Imbiri.
Fui primeiro ao Pico do Imbiri, correndo pq já estava próximo do pôr do sol.
O percurso é complicado. É recomendado um carro bacana para passar por ali, de preferência 4X4.
Fui passando pela pista de terra, então apareceram buracos que se tornavam piores. diminuí a velocidade. Aí começaram a ladeiras.
Então surgiu uma boa ladeira com enormes buracos e lama. Só havia meu carro ali, ninguém estava me vendo. Subi a ladeira engatada em segunda, o carro gritava de leve, patinou muito muito muito pouco e chegou ao topo.
Lá em cima dei de cara com 4 quadricilcistas conversando e trocando idéia. Um deles nem estava no quadriciclo, mas estava dando dicas aos colegas.
Eu estava preocupada com a trilha achando que meu carro não teria condição de chegar ao Pico do Imbiri pela estrada ser ruim.
Qdo os quadriciclistas se aproximaram eu perguntei se eles achavam que era possível eu chegar até o pico com um carro como o meu ou era melhor eu voltar.
O cara riu prá mim e disse: Nossa, moça! A parte mais difícil de todas vc já fez!!! Nem sei como vc conseguiu! Agora o resto é fichinha! Pode ir em frente sossegada!
Hhahahahah!!!! Ele se referia à ladeira de lama e buracos enormes que subi com a 2ª engatada e o carro gritando. Mas valeu a pena. hahahah
Cheguei lá!
Este pico é bacana e tals, só havia mais um casal de motoqueiros alí. Nada contra serem motoqueiros, mas achei pouco movimentado. Sou paulista e prefiro ir conhecer lugares qdo são um pouco mais movimentados. Além de que qdo houvesse o pôr do sol, anoiteceria e eu teria que descer a trilha à noite. Tenso.
Segue uma fotinho do sol e um banquinho. Achei essa combinação bacana, mas não parecia que seria um belo pôr do sol ali sozinha e depois descendo à noite aquela trilha complicada.
Peguei o carro e fui sentido ao Pico do Itapeva.
Este pico é do lado oposto da cidade e pertence à Pindamonhangaba.
A pista é bem longa, mas super de boas. Até há um pedacinho de terra, mas bem sossegado.
Lá em cima a vista é... assim... bem bacana!
Ahhhh, depois da coisa louca da Pedra do Baú, nada se compara. Mas foi interessante.
Como já era entardecer, haviam camadas coloridas no horizonte. Nas fotos isso não ficou tão visível, mas a olho nu era bem bonito.
Campos do Jordão - 23/julho
Amanheceu bem frio - pelo accuweather do celular a marcação era de 5º ainda às 9h e pouco da manhã, mas com previsão de máxima de 17ºC no decorrer do dia.
Não tomei café.
Saí à pé.
Logo em frente a pousada já se tem bem idéia do pq dizem que CDJ parece cidade europeia - há uma pousada com estilo castelinho.
Acima deixo também uma foto da ruazinha abaixo da rua da pousada onde fiquei. Araucárias existem aos montes nessa região. Linda vista.
Meu objetivo neste dia era fazer um passeio pela natureza, eu só não sabia qual.
Fui andando até o centro procurando um agência de turismo que trouxesse informações a respeito.
Encontrei um lugar onde fazer passeio de quadriciclo (depois conto mais do quadriciclistas, kkk) e pedi indicações.
Eles me indicaram a agência Altus que faz passeios à Pedra do Baú, do Bauzinho, arborismo etc.
O problema foi chegar lá à pé.
Como meu celular descarrega a bateria rapidamente, tento evitar usar dados durante o dia para economizar. Mas após andar quase uma hora procurando a Altus de acordo com uma série de indicações de pessoas diferentes moradoras de CDJ, entrei no google, peguei o endereço e segui o GSP, à pé mesmo. Cheguei razoavelmente rápido.
O problema é que o passeio mais bacana saía no máximo às 9h30 da manhã e já eram 10h30.
Esse é o passeio de escalada à Pedra do Baú.
Um dia quem sabe irei.
De qq jeito fui por conta e risco até a Pedra do Bauzinho, ao lado da anterior.
Voltei à pousada, peguei o carro, rodei uns 40 minutos, paguei 10 reais até o estacionamento da reserva e o resto foi suor e aventura.
É o seguinte.
Eu vi a Pedra do Baú pq ela é ao lado do Bauzinho, mas para chegar ao topo é necessário uma escalada de uma enorme qtidade de degraus com equipamento adequado e capacete e cordas e tals.
Já pro Bauzinho é só ir, e ir e ir e ir e ir indo. ahahaha
Mas é tenso, viu? HAhahah, tinha gente lá que chegou não sei como. Estava sentada olhando as alturas dizendo: tô com o coração na mão aqui! cuidado, moça! Aqui é muito perigoso!
Hahahah
Realmente - o que fiz é bem perigoso. BEM perigoso - mas prá quem já foi ao topo do Vesúvio à 40ºC, entre tantas outras maluquices, tudo certo. Tinha gente fazendo o mesmo que eu, eu não era a estranha nessa aventura não.
Vamos às fotos:
Antes de chegar ao Bauzinho, essa é a primeira vista da Pedra do Baú. Daqui sim tem-se a imagem retangular da pedra. Nas próximas fotos essa impressão retangular vai se perder pois o referencial da vista pela qual as fotos foram tiradas é diferente.
A primeira imagem é da web: https://camposdojordao.com.br/lugares-imperdiveis/pedra-do-bau/
As outras duas imagens são minhas de outros ponto geográfico de referência.
Depois deste mirannte, bóra andar mais um bom tanto para chegar à Pedra o Baúzinho.
Ao chegar nela, eu e todos que já estavam ali já chegamos morrendo de canseira, suados, escabelados, fedidos e sem moral alguma. O lugar poderia facilmente se chamar Pedra da Humildade. Hahahaa
Não foi fácil não, mas as imagens abaixo mostram bem de leve (pq só os olhos podem compreender a realidade do que existe ali) o quanto valeu a pena todo esforço.
Bom, eu havia voltado até a pousada para buscar meu carro e ir até a Pedra do Bauzinho.
E ali eu estava.
Cheguei!
Mas vejam bem, colegas!
Veja à frente nas duas últimas fotos!
HÁ PESSOAS CONTINUANDO O CAMINHO!
Ahhhh, eu não gosto de limites. Só aceito para quando sinto que não tenho mais reais condições, e ali eu ainda tinha!
Então decidi continuar até onde fosse possível para mim.
Não seria fácil, daria medo (pq tenho medo de altura), mas... é aí que vem a graça da aventura!
Hhahahahah
Fui bem mais adiante!
Não subi à Pedra do Baú, nem cheguei tão perto, mas fui bem mais adiante. Pude vem o mundo numa perspectiva fantástica lá de cima. Todos (era pouquíssima gente) estavam temerosos, mas todos com sentimento se realização, sentimento de orgulho por chegar ali. Todos chegavam até onde sentiam que conseguiam, sentavam e paravam para admirar a visão.
Foi com certeza um dos momentos mais emocionantes dessa viagem. Eu não esperava tanto, confesso.
Fiz video de meu limite entre Pedra do Bauzinho e Pedra do Baú. Atualizarei aqui com o link assim que possível.
Mas deixo fotos para registrar este meu momento.
Pedra do Bauzinho
O que foi isso, meu Deus! Chegar aí foi bem complicado.
A trilha era tensa. Era necessário pendura-se nos galhos, pular entre uma pedra e outra, e sobre o penhasco, ter equilíbrio para não despencar lá prá baixo.
Sério, várias vezes pensei em como seria fácil alguém acabar com a própria vida estando ali em cima! Mas tudo é tão fantástico, que creio que isso dificulte tal decisão. Fora que para chegar alí é tão difícil que um vencedor não gostaria de se matar depois da vitória recém alcançada.
Sentei na encosta da montanha e refleti muito olhando o horizonte.
Pensei sobre pessoas, política, sobre responsabilidade familiar, sobre o amor, finanças, sobre respeito, sobre religião, sobre Deus (não considero sinônimos), erros, sobre futuro, sobre sonhos. Foi um momento que certamente ficará marcado em minha história.
E então decidi voltar pois eu não tinha mais condição de seguir adiante.
Sob o sol forte com vento bem gelado voltei até onde meu carro estava, satisfeita e certa de que minha aventura tinha chegado ao fim, certo?
ERRADO!!!!!
Hahahaha
É muito difícil me satisfazer. Muito!!!!
Eu luto comigo mesma pois meus gostos e desejos são fora dos padrões.
Por isso, entrei em meu carro em busca de um encerramento digno para um grande dia de aventuras: pôs do sol!
O problema era onde ver um pôr do sol bacana a ponto de me sentir satisfeita.
Pensei que seria necessário um lugar bem alto para ver um bom entardecer.
No Bauzinho seria sem chance pq não haveria como voltar na escuridão fazendo trilha ali.
No caminho de carro eu vi placas do Morro do Elefante, então peguei o carro e segui para lá.
Tive uma enorme decepção por vários motivos.
O primeiro deles é que o lugar mais bacana de todos eu já tinha visto - que era a Pedra de Baú a partir do Bauzinho, tirava a graça de tudo que eu via pela frente desde então. Dali em diante tudo teria menor impacto.
Depois pq o lugar é bem feio mesmo. Poxa, nem parece estar relacionado a CDJ. Arquitetura caindo mesmo, sem pintura, falta de conservação.
Há um enorme teleférico ali que desce a montanha e termina no centro de CDJ, mas é necessário comprar ticket lá no centro prá poder curtir o teleférico. De qq maneira não me chamou tanto a atenção.
CURIOSIDADE - o teleférico é bonito à noite ao ser visto no chão do centro da cidade pois ele é todo iluminado colorido neon.
Além de tudo o Morro do Elefante estava lotadíssimo.
Partí rapidamente.
ATENÇÃO - Assim que me fiquei online ao voltar para SP, vi a notificação de um vídeo do canal que adoro, do Viajo Logo Existo, e caiu por terra toda minha opinião negativa sobre o Morro do Elefante.
Eles mostram uma parte na qual eu não entrei para explorar dali, um pedaço bastante bonito, com uma vista muito bela.
Assistam o vídeo do Leo e da Rachel e você perceberão que vale a pena sim visitar o Morro do Elefante, apesar dos poréns e dos pesares. rsss
https://www.youtube.com/watch?v=qZd3NHT4hVo&t=148s
(Aproveitem e sigam o canal Viajo Logo Existo - eles já passaram por mais de 70 países, e agora em agosto partirão do Brasil para o Canadá em busca de completar 100 países visitados. Vale a pena acompanhá-los.)
Segundo dicas, por alí existem dois picos famosos, o Pico do Itapeva e o Pico do Imbiri.
Fui primeiro ao Pico do Imbiri, correndo pq já estava próximo do pôr do sol.
O percurso é complicado. É recomendado um carro bacana para passar por ali, de preferência 4X4.
Fui passando pela pista de terra, então apareceram buracos que se tornavam piores. diminuí a velocidade. Aí começaram a ladeiras.
Então surgiu uma boa ladeira com enormes buracos e lama. Só havia meu carro ali, ninguém estava me vendo. Subi a ladeira engatada em segunda, o carro gritava de leve, patinou muito muito muito pouco e chegou ao topo.
Lá em cima dei de cara com 4 quadricilcistas conversando e trocando idéia. Um deles nem estava no quadriciclo, mas estava dando dicas aos colegas.
Eu estava preocupada com a trilha achando que meu carro não teria condição de chegar ao Pico do Imbiri pela estrada ser ruim.
Qdo os quadriciclistas se aproximaram eu perguntei se eles achavam que era possível eu chegar até o pico com um carro como o meu ou era melhor eu voltar.
O cara riu prá mim e disse: Nossa, moça! A parte mais difícil de todas vc já fez!!! Nem sei como vc conseguiu! Agora o resto é fichinha! Pode ir em frente sossegada!
Hhahahahah!!!! Ele se referia à ladeira de lama e buracos enormes que subi com a 2ª engatada e o carro gritando. Mas valeu a pena. hahahah
Cheguei lá!
Este pico é bacana e tals, só havia mais um casal de motoqueiros alí. Nada contra serem motoqueiros, mas achei pouco movimentado. Sou paulista e prefiro ir conhecer lugares qdo são um pouco mais movimentados. Além de que qdo houvesse o pôr do sol, anoiteceria e eu teria que descer a trilha à noite. Tenso.
Segue uma fotinho do sol e um banquinho. Achei essa combinação bacana, mas não parecia que seria um belo pôr do sol ali sozinha e depois descendo à noite aquela trilha complicada.
Peguei o carro e fui sentido ao Pico do Itapeva.
Este pico é do lado oposto da cidade e pertence à Pindamonhangaba.
A pista é bem longa, mas super de boas. Até há um pedacinho de terra, mas bem sossegado.
Lá em cima a vista é... assim... bem bacana!
Ahhhh, depois da coisa louca da Pedra do Baú, nada se compara. Mas foi interessante.
Como já era entardecer, haviam camadas coloridas no horizonte. Nas fotos isso não ficou tão visível, mas a olho nu era bem bonito.
Foi muito bom ter ido até ali.
Mas eu ainda estava com a sensação de insatisfação.
Convivo muito com isso - como eu disse, é bem complicado me satisfazer.
Peguei o carro, liguei o radio na playlist de Coldplay e deixei o Waze me guiar até a pousada.
Assim que passei pela placa de limite de municípios Pindamonhangaba X CDJ, coloquei Viva La Vida do Coldplay no repeat prá me encher dessa sensação do título de experienciar a vida enquanto se tem.
Nisso, de repente, como numa epifania fantástica e inesperada, diante de meus olhos ele aparece, laranja, iluminado, brilhante, reluzente, maravilhoso, da forma mais fantástica que eu poderia imaginar para encerrar meu dia com chave de ouro. Ele apareceu diante de mim no horizonte do outro lado de uma fazendo sobre o portão dela: o pôr do sol!
Quem sabe o qto amo pôr do sol tb sabe o qto isso significou para mim.
O dia encerrou-se aqui - pleno, completo e perfeito.
Inicia-se a noite.
Cheguei na pousada aos 8ºC - já era noite. Eu tremia de frio pq estava suada e com razoavelmente pouca roupa.
Tomei um banho quente e me vesti prá sair.
Estava entupida de muita, mas muita muita roupa mesma.
Sabe, as noites não foram nada fáceis para mim. Meu remédio me dá um frio bem mais complexo do que vc sente!
A gente, women, se esforça prá ficar com a cara melhor depois da vida louca do dia, querendo parecer sossegada e normal para ir jantar numa boa à noite. Mas aí fica difícil. Nem as makes que levei ajudaram tanto. hahaha
Sorry humanidade, é o que foi possível. rsss
Fui andando ao centro com a esperança de me aquecer - em vão.
Cheguei congelando.
Procurava um lugar mais saudável para jantar, já que não era meu dia de junk food.
Rodei por tantos restaurantes e sempre havia um problema. (eu queria comer salmão) Ou era muito caro, ou não tinha lugar pra uma pessoa, ou era forró/sertanejo/pagode, ou tinha acabado o salmão daquele restaurante. Difícil.
Enfim, fui ao querido Safári. http://www.safaricamposdojordao.com.br/
Eu recomendo pelo seguinte.
Atendimento TOP, preço equilibrado, localização central, música rockzinho clichê (não é heavy metal - são aqueles rocks bacanas que todo mundo sabe a letra enrolando a língua, bem de boas) - eu nem curto rock em primeiro lugar, e curti demais o ao vivo deles. A comida... meu... olha só...
Pedi um salmão com batata soutê.
Mas prá entrada pedi um pão de alho. Estava frio e eu já queria ir comendo alguma coisa (lá tem vários aquecedorezinhos também, como a maioria dos lugares de CDJ).
Estava demorando um pouco e perguntei pro garçom a previsão prá chegada do pão de alho.
Ele disse que estava chegando, mas demorava um pouco pq precisava gratinar.
Fiquei imaginando o pq da demora, mas ok. Vamos aguardar.
Gente... GENTE DO CÉU!!!!
Qdo chegou o pão de alho... ele era GI-GAN-TE!!!
hahahah Enorme mesmo, e intensamente recheado de... sei lá do que! Maravilhoso!!!
Depois chegou o salmão com as batatas.
Sério - Comi o salmão e meio pão de alho! Nem mexi nas batatas e deixei a outra metade do pão de alho! Era muito enorme e delicioso! Era tudo ótimo!
Recomendo demais o Safári. É top!
Nem peguei sobremesa pq não era sábado.
Saí de lá e já comecei tremer de frio. Passei em frente ao termômetro e ele marcava 4ºC. Era difícil até para falar de tanto frio. Eu tremia demais!
Eu comecei a gravar em meu celular falando que era muito frio a temperatura de 4ºC quando aparece um jovem com um copo de uma bebida na mão, o rosto BEM vermelho, e me disse: ahhhh, moça, o termômetro marca 4ºC mas está errado, deve estar no mínimo 11ºC, eu mesmo estou sentindo uns 15ºC aqui.
Hahahaha - o malandro estava chapado e morrendo de calor! hahahaha
Sorte dele, pq que estava frio, isso era certeza. Eu não era a única tirando foto do termômetro.
Depois disso fui prá minha pousada andando, e continuei morrendo de frio.
Entrei no quarto, liguei o aquecedor nas mãos e elas começaram a enformigar super forte por estarem frias demais e reagirem com o calor do aquecedor.
Ahhhh, cada experiência nesse final de semana, viu?
Coloquei o pijama, e dormi com o aquecedor encostado nos pés. Delícia!
Só um detalhezinho: meu querido par de tênis merece um descanso merecido! Olhem o estado que ele ficou. hahahah
Termina assim o dia 23/julho - quentinho no aquecedor, corpo levemente dolorido e com o coração marcado por várias histórias de aventuras que ninguém viu, mas hoje eu sou alguém diferente por ter vivido e encarado tudo que passei. Sozinha. :-)
Cheguei na pousada aos 8ºC - já era noite. Eu tremia de frio pq estava suada e com razoavelmente pouca roupa.
Tomei um banho quente e me vesti prá sair.
Estava entupida de muita, mas muita muita roupa mesma.
Sabe, as noites não foram nada fáceis para mim. Meu remédio me dá um frio bem mais complexo do que vc sente!
A gente, women, se esforça prá ficar com a cara melhor depois da vida louca do dia, querendo parecer sossegada e normal para ir jantar numa boa à noite. Mas aí fica difícil. Nem as makes que levei ajudaram tanto. hahaha
Fui andando ao centro com a esperança de me aquecer - em vão.
Cheguei congelando.
Procurava um lugar mais saudável para jantar, já que não era meu dia de junk food.
Rodei por tantos restaurantes e sempre havia um problema. (eu queria comer salmão) Ou era muito caro, ou não tinha lugar pra uma pessoa, ou era forró/sertanejo/pagode, ou tinha acabado o salmão daquele restaurante. Difícil.
Enfim, fui ao querido Safári. http://www.safaricamposdojordao.com.br/
Eu recomendo pelo seguinte.
Atendimento TOP, preço equilibrado, localização central, música rockzinho clichê (não é heavy metal - são aqueles rocks bacanas que todo mundo sabe a letra enrolando a língua, bem de boas) - eu nem curto rock em primeiro lugar, e curti demais o ao vivo deles. A comida... meu... olha só...
Pedi um salmão com batata soutê.
Mas prá entrada pedi um pão de alho. Estava frio e eu já queria ir comendo alguma coisa (lá tem vários aquecedorezinhos também, como a maioria dos lugares de CDJ).
Estava demorando um pouco e perguntei pro garçom a previsão prá chegada do pão de alho.
Ele disse que estava chegando, mas demorava um pouco pq precisava gratinar.
Fiquei imaginando o pq da demora, mas ok. Vamos aguardar.
Gente... GENTE DO CÉU!!!!
Qdo chegou o pão de alho... ele era GI-GAN-TE!!!
hahahah Enorme mesmo, e intensamente recheado de... sei lá do que! Maravilhoso!!!
Depois chegou o salmão com as batatas.
Sério - Comi o salmão e meio pão de alho! Nem mexi nas batatas e deixei a outra metade do pão de alho! Era muito enorme e delicioso! Era tudo ótimo!
Recomendo demais o Safári. É top!
Nem peguei sobremesa pq não era sábado.
Saí de lá e já comecei tremer de frio. Passei em frente ao termômetro e ele marcava 4ºC. Era difícil até para falar de tanto frio. Eu tremia demais!
Eu comecei a gravar em meu celular falando que era muito frio a temperatura de 4ºC quando aparece um jovem com um copo de uma bebida na mão, o rosto BEM vermelho, e me disse: ahhhh, moça, o termômetro marca 4ºC mas está errado, deve estar no mínimo 11ºC, eu mesmo estou sentindo uns 15ºC aqui.
Hahahaha - o malandro estava chapado e morrendo de calor! hahahaha
Sorte dele, pq que estava frio, isso era certeza. Eu não era a única tirando foto do termômetro.
Depois disso fui prá minha pousada andando, e continuei morrendo de frio.
Entrei no quarto, liguei o aquecedor nas mãos e elas começaram a enformigar super forte por estarem frias demais e reagirem com o calor do aquecedor.
Ahhhh, cada experiência nesse final de semana, viu?
Coloquei o pijama, e dormi com o aquecedor encostado nos pés. Delícia!
Só um detalhezinho: meu querido par de tênis merece um descanso merecido! Olhem o estado que ele ficou. hahahah
Termina assim o dia 23/julho - quentinho no aquecedor, corpo levemente dolorido e com o coração marcado por várias histórias de aventuras que ninguém viu, mas hoje eu sou alguém diferente por ter vivido e encarado tudo que passei. Sozinha. :-)
























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